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Por que Morro do Azeite tem esse nome?

Por que Morro do Azeite tem esse nome? Morro no município de Corumbá, com altitude máxima de 232 metros. Insere-se no pantanal denominado Aquidauana-Miranda, próximo à rodovia BR 262 e da sua intersecção com a rodovia MS 325, ao lado da margem esquerda do rio Miranda. Situa-se, também, próximo do lugar denominado Buraco das Piranhas. Hidrografia. O entorno de onde se situa o morro do Azeite se caracteriza como uma porção do Pantanal, com muitos corixos, vazantes, baías e área alagada, características hidrográficas, próprias da região. Em sua porção sul, corre o alto curso do córrego Mutum; ao leste do morro do Azeite, passa um trecho do rio Miranda, além da foz do rio Vermelho. História, geologia, tradição e lenda. Lécio Gomes de Sousa (2012, Tomo I, p. 59), ao referir-se ao morro do Azeite, assim se manifesta:

A mais original de todas as elevações é a que aparece na margem esquerda do rio Miranda, em pleno Pantanal, próxima ao passo da Lontra, no trajeto da BR 262. Conhecida por morro do Azeite, apresenta formato de mamelão e tem uns 200 metros de altura, visível de longa distância”.

Ainda Lécio (2012, Tomo II, p. 239-0) faz outras considerações sobre o morro do Azeite:

A nordeste de Porto Esperança eleva-se no meio da planície, à margem esquerda do Miranda, perto do chamado passo da Lontra e da ponte da BR 262, o solitário morro do Azeite. O geólogo Hachmeister o considerou de formação calcária (ordoviciano), so­breposta diretamente a xistos micáceos e arenitos silicificados. A seu respeito subsistem lendas fantás­ticas de encantamento, inclusive a da existência, no cimo, de uma enorme âncora de ferro. Correu a versão de que nas águas estagnadas, ao derredor, existia petróleo sobrenadando em grande quantidade. Vitor do Amaral Freire, citado por Glycon de Paiva, assim se manifestou sobre a ocorrência: ‘Não en­contramos durante todas as nossas excursões, uma única’ indicação superficial para petróleo. Todos os assim chamados ‘indícios de óleo’, indi­cados por indivíduos leigos na matéria, revelaram-se sem fundamento. Natas de dióxido de ferro, mui frequentes em todas as zonas, devido ao al­to teor em pinta que calcários e xistos localmente apresentam, foram tomadas como natas petrolíferas. Chegamos à conclusão de que de ‘azeite’ esse morro tem somente o nome’. Assevera Glycon de Paiva: ‘A tradição local conta que o nome provém de antiga fabricação de óleo de peixe, e não de qualquer ocorrência de óleo mineral’”.

Fontes:

SOUZA, Lécio Gomes de. Bacia do Rio Paraguai. Geografia e História. 2. ed. Campo Grande, MS: IHGMS, 2012. Volume I.

SOUZA, Lécio Gomes de. Bacia do Rio Paraguai. Geografia e História. 2. ed. Campo Grande, MS: IHGMS, 2012. Volume II.



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