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Quais referências históricas podem citadas sobre o Morro do Conselho?

Quais referências históricas podem citadas sobre o Morro do Conselho? Em Mato Grosso do Sul há dois morros com a denominação de morro do Conselho, ambos no município de Corumbá. Um, localiza-se na região chamada de pantanal Corixão-Piúva-Viveirinho, com altitude de 125 metros; o outro está ao sul da área municipal e sua altitude máxima é de 381 metros, inserido no pantanal Nabileque-Jacadigo, num trecho de planície, estando ao sudoeste dos morros da Puga, distante aproximadamente 6 km. Hidrografia. O morro do Conselho destaca-se na paisagem da planície pantaneira, numa área alagada, com muitos corixos, vazantes e baías, características hidrográficas do Pantanal.  Tem, em seu contexto geográfico, os seguintes elementos: lagoa homônima, ao norte; baía do Camacho, ao sul; trecho do rio Paraguai que margeia a porção leste do morro, tendo próximas as ilhas do Nabileque e das Gaivotas. História. Manoel Cavassa, quando prisioneiro dos paraguaios, durante a guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), e na viagem para Assunção, pelo rio Paraguai, descreveu em seu Memorandum [datado de 22 de fevereiro de 1894, publicado pelo IHGMS, em 2018, organizado por Valmir Batista Corrêa e Lúcia Salsa Corrêa, com o título Memórias da Grande Guerra, constando de outros dois relatos]:

Sahimos d’ali [1º agosto de 1866] cerca de meio dia e ao chegarmos ao morro do Concelho, desabou sobre nós uma furiosa tormenta, levantando grandes vagas, que enchiam a chata de agua e molhavam-nos, pelo que choravam uns e gritavam outros...”.

Outra referência histórica baseia-se no relatório do engenheiro Federico Correa (1910), da empresa argentina Fomento Argentino Sudamericano (comprou um milhão de hectares no Nabileque) que, em 1910, determinou ao referido engenheiro a inspeção na região do morro do Conselho, com o objetivo de realizar reconhecimento das condições locais e estabelecer relações comerciais no então sul de Mato Grosso. A primeira impressão registrada pelo engenheiro Correa foi a seguinte:

De acuerdo con lo resuelto por esse honorable Directorio, procedí a organizar en ésta las comisiones de mensura con personal competente, tratando al mismo tiempo de recabar de los ingenieros señores Sirven Y Llanos, que me habían precedido en dicha operación, todos los datos e informes, tanto oficiales como técnicos y practicos sobre la región a estudiar con el fin de ir bien pertrechado para el mejor desenpeño de tan delicada comisión. (…) Poco antes de llegar al Morro Consello, se encuentra la boca, o mejor, bocas N. del Nabileque, que en las grandes bajantes descubren barras arenosas y pados de escasa profundidad. Em cambio, con llenas normales, se cree que seria navegable en muchas leguas, tanto al sur como al norte, y acaso, en todo su recorrido. Seria una exploración interesante que podria tal vez abrir por esa via una fácil comunicación con el interior de este inmenso campo. (…) Nuevamente dos cerros aislados y próximos al río se yerguen sobre su margen derecha. El primero, llamado Consello, es bastante alto, cubierto de monte, y desciende en rápido talud hasta la misma orilla de aquél.

Fontes:

CORREA, Federico. Mensura del Valle del Nabileque. Buenos Aires: Fomento Argentino Sudamericano, 1910. p. 2/21.

CORRÊA, Valmir Batista; CORRÊA, Lúcia Salsa. (Org.). Memórias da Grande Guerra. Campo Grande, MS: IHGMS, 2018. Série Memória Sul-Mato-Grossense, V. XXXV.



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